GESTÃO DE PESSOAS

GESTÃO DE PESSOAS COMO ESTRATÉGIA DE NEGÓCIOS

A Gestão e Desenvolvimento das Pessoas que compõem as clínicas odontológicas configuram-se como um de seus fatores de sucesso. Todos sabem do alto valor usufruído por outros recursos como materiais ou financeiros, mas isso nunca deve ofuscar o trabalho do fator que realmente torna mais possível o sucesso da clínica: as pessoas.

A gestão adequada do corpo clínico envolve diversos fatores que vão além de ter funcionários qualificados e salários atraentes. A equipa humana que compõe qualquer empresa é a pedra angular sobre a qual se constrói o resto da empresa, e ainda mais, se possível, no caso das clínicas dentárias. Embora seja verdade que ter um CAD-CAM ou a melhor marca de implantes seja uma vantagem a ter em conta, são as pessoas que lá trabalham que cuidam directamente dos doentes, exploram-nos e diagnosticam-nos, explicam os planos de tratamento e, claro, eles resolvem seus problemas de saúde bucal. Portanto, utilizando os parâmetros estabelecidos pelo “Modelo EFQM” em seu “critério 3”, poderíamos dizer que, a nosso ver, um correto gerenciamento da equipe que compõe a clínica deve passar pelos seguintes pontos:

  • Gestão, planejamento e aperfeiçoamento de recursos humanos.

As organizações estabelecem uma série de estratégias e políticas com o objetivo de cumprir uma visão e missão específicas. Para isso, é fundamental que todos os seus recursos e fatores estejam orientados na mesma linha, e como não poderia deixar de ser, os recursos humanos também, ou seja, as pessoas que realizam suas tarefas no dia a dia devem trabalhar juntos para alcançar esses objetivos.

Como em outros setores, políticas, estruturas e esquemas são criados e documentados há mais de dez anos, na área odontológica, embora sejam conhecidos e em alguns casos desenvolvidos, não o são, o que leva a interpretações que podem não ser corretas. . O proprietário deve definir claramente essas questões e as motorista ou coordenador deve não apenas desenvolver o trabalho documental, mas também supervisionar sua correta execução.

Os planos de Recursos Humanos a serem implementados, desenvolvidos ou aprimorados devem ser baseados em informações coletadas por vários meios, e entre eles, nunca deve ser esquecida a participação das pessoas que trabalham na clínica. À primeira vista, as políticas de recursos humanos podem parecer, do ponto de vista dos colaboradores, uma novidade e, por vezes, geram certa aversão. No entanto, se essas políticas forem explicadas e delineadas com detalhes suficientes e essas pessoas puderem participar, elas logo serão vistas como um sinal positivo e claro de que a administração da empresa conta com elas.

Atualmente, as clínicas odontológicas já realizam reuniões periódicas para discutir assuntos relacionados às políticas da empresa, mas, muitas vezes, são desenvolvidas sob o ponto de vista do “comando e comando”, sem envolver ou envolver a equipe.

  • Identificação, desenvolvimento e manutenção do conhecimento e capacitação das pessoas da empresa.

Ninguém se surpreende com a afirmação categórica de que uma pessoa deve ter os conhecimentos, habilidades e habilidades necessárias para realizar corretamente as tarefas de seu trabalho. Para isso, surge a seleção de pessoal, na qual, por meio de diferentes técnicas e processos profissionais, busca-se encontrar a pessoa ideal para determinado posto de trabalho. Mas também pode acontecer que a pessoa que já faz parte da equipa não possua nenhuma daquelas competências consideradas de especial relevância ou que o aparecimento de novas tecnologias, dispositivos ou formas de compreender o correto funcionamento do clinic make É necessário adaptar essa pessoa às novas circunstâncias, altura em que será necessário realizar uma tarefa de deteção de necessidades de formação.

Geralmente, quem contrata nas clínicas odontológicas é o proprietário. Muitas vezes e por falta de formação técnica, não se rege por uma correcta política de selecção e contratação, mas sim pela sua sentimento com a pessoa à sua frente. Assim, os aspetos valorizados são normalmente os sentimentos que o candidato desperta no “recrutador”, ignorando fatores de vital importância que funcionam como indicadores bastante fiáveis de como será o desenvolvimento das tarefas no futuro.

Por outro lado, para conhecer a evolução e melhoria das competências e aptidões dos colaboradores, será essencial definir um conjunto de objetivos. Como fica evidente, toda organização busca alcançar seus objetivos, sejam eles quantitativos, qualitativos ou ambos. No entanto, muitas vezes eles são conhecidos apenas pelo endereço. É necessário que cada trabalho tenha seus próprios objetivos, independentemente de haver outros grupos também. Assim, devem ser fixados junto com as pessoas que devem alcançá-los, para posteriormente ser avaliado o desempenho das funções.

Por último, e como resultado das avaliações de desempenho, será possível gerir os planos de carreira das pessoas que integram a equipa, de forma a promover o desenvolvimento profissional dos quadros, que, por sua vez, estará alicerçado na maior motivação em seus trabalhos.

Que a gestão seja a única que conhece os objetivos, tanto individuais quanto coletivos, é algo a melhorar dentro do setor odontológico. Todos os colaboradores devem estar em constante evolução, pessoal e profissionalmente e, o mais importante, qualquer ação que afete os colaboradores e, por isso, a organização deve ser medida.

  • Comprometimento e assunção de obrigações das pessoas dentro da organização.

É muito interessante que perante quaisquer problemas ou situações que necessitem de melhorias, a participação de todas as pessoas que compõem a clínica e não apenas do gestor ou responsável em questão, embora a decisão final seja sempre do proprietário. Isso não só permitirá que mais pessoas tratem de determinada situação, como também demonstrará que a empresa também é apoiada por essas pessoas, ou seja, que todos fazem parte da mesma equipe e que suas sugestões, ideias ou propostas serão ser agradavelmente ouvido e valorizado.

A imagem que o diretor, gerente ou responsável projeta para o resto da equipe não deve ser esquecida. O facto de se incentivar a participação ativa das pessoas que trabalham na organização, ou seja, de toda a equipa estar no mesmo barco, não significa que sejam todos grumetes. Assim, será necessário que esse responsável seja um bom líder e aja como tal. O empenho dos dirigentes deve ser visível, devendo dar constantemente o exemplo da sua atitude e serão eles a promover a participação, inovação e criatividade dos colaboradores, promovendo políticas de trabalho e assunção de responsabilidades.

  • Progresso do diálogo entre a empresa e as pessoas.

Implementar e desenvolver uma correta comunicação interna (ascendente, descendente, horizontal e transversal) favorece muito o sucesso na clínica odontológica. Para isso, não só a comunicação em si deve ser incentivada, mas também parece necessário criar os canais e métodos adequados para que ela possa fluir.

Não se trata de fazer reuniões onde só o patrão fala e só o empregado reclama, mas de analisar corretamente e em todas as direções as questões que ajudam a resolver os problemas.

A comunicação deve ir além de uma simples troca de opiniões ou opiniões, deve evidenciar, sempre que possível, a boa aceitação dessa troca. Isso não significa que tudo o que é iniciativa dos trabalhadores deva ser adotado, mas deve-se evitar que as conversas que são mantidas com eles sejam infrutíferas, pois se os trabalhadores veem continuamente que cada um de seus diálogos com o restante da company , e especialmente com o endereço, são ignorados sem motivo aparente, o resultado será contraproducente.

Não confunda reclamação com sugestão, assim como não se deve impor e recomendar.

  • Identificação, recompensa e reconhecimento das boas ações dos trabalhadores.

Esta ideia implica a realização daquelas atividades destinadas a satisfazer e favorecer os colaboradores da clínica, o que, por sua vez, levará a uma maior motivação dos mesmos.

Por um lado, deve-se levar em conta que o que quase sempre motiva uma pessoa a procurar emprego é a remuneração que obtém em troca. Tradicionalmente, as organizações baseavam-se na ideia de que uma pessoa vinha trabalhar um determinado número de horas por semana e, no final do mês, recebia uma quantia fixa de dinheiro. Aos poucos, a tendência tem vindo a mudar e são cada vez mais as organizações que consideram que a remuneração não deve ser igual, independentemente do trabalho que exercem, incluindo assim a rubrica da remuneração variável. Deve ter vários aspectos, objetivos individuais e comuns. Isso gera motivação, vontade de realizar suas tarefas com excelência, o que também fará com que os objetivos perseguidos pela empresa se tornem objetivos das pessoas que nela trabalham. Para isso, logicamente, esses resultados devem ser mensurados, e mensurados da forma mais específica e objetiva possível, para o que devem ter sido previamente traçadas metas, sendo estas o resultado da avaliação de desempenho.

Um erro muito comum descoberto em clínicas odontológicas é pagar pelo esforço e não pagar pelo resultado. É preciso recompensar com base nos objetivos traçados e medidos. Por isso mesmo, como dito no início, tudo deve estar muito bem documentado, evitando assim interpretações errôneas.

Por outro lado, entende-se cada vez mais que o reconhecimento e as recompensas não envolvem apenas pagar mais, mas também outras opções que podem gerar motivação e satisfação ainda maiores nos trabalhadores do que a própria compensação monetária. É o caso da disponibilização de seguros de saúde aos trabalhadores a preços mais baixos, vales-creche, promoções, flexibilidade de horários sempre que possível, promoção de atividades recreativas e desportivas, etc.

CONCLUSÃO

Em suma, podemos concluir que uma correta gestão de pessoas facilitará muito a melhoria na gestão da clínica. Não é fácil que todos os recursos de uma organização sejam orientados na mesma linha, mas é essencial para o conseguir. E conscientes disso, são cada vez mais os gestores de clínicas que pretendem preparar-se para serem bons líderes e poder implementar nas suas empresas políticas e estratégias de recursos humanos que os ajudem a alcançar o sucesso das suas empresas através das pessoas, dotando-as de todas as valor e importância que eles exigem.

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